A osteoartrite é uma síndrome na qual se verifica a perda qualitativa e quantitativa da cartilagem articular determinando uma intensa remodelação óssea hipertrófica local aliada a uma discreta inflamação secundária em resposta a uma agressão à cartilagem.

É a forma mais comum de doença articular e afeta principalmente quadris, joelhos, mãos e pés, levando a grande incapacidade e perda de qualidade de vida, sobretudo na população idosa.

A importância desta doença cresce a cada ano, na medida em que observamos uma tendência de envelhecimento da população brasileira, com grande aumento da população idosa.

Quanto à etiologia, distinguem-se habitualmente dois tipos de OA: a idiopática ou primária, cuja etiologia é desconhecida, mas que está claramente associada ao envelhecimento, e a secundária em que existe uma causa identificável, como por exemplo, hemocromatose, hiperparatireoidismo, entre outras outras.

Antes acreditava tratar-se de uma doença progressiva, de evolução arrastada, sem perspectivas de tratamento, encarada por muitos como natural do processo de envelhecimento. Hoje, no entanto, é vista como uma enfermidade em que é possível modificar o seu curso evolutivo, tanto em relação ao tratamento sintomático imediato, quanto ao seu prognóstico.